Experiências dos voluntários

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Aqui têm um artigo escrito por Alice e Emily, duas voluntárias que trabalham aqui no projecto. Elas queriam fazer uns comentários sobre as suas experiências aqui na comunidade, com um enfoque particular na agroecologia practicada pelas famílias que nos hospedem.

Desde a nossa chegada pouco a pouco fomos aprendendo sobre as realidades da vida aqui, e o nosso interês na agricultura sustentável e de pequena escala aumentou. As practicalidades do modo da vida aqui nos animaram ampliar a nossa visão mundial. Não mudou essencialmente as nossa expectativas, mas sim nos fez pensar.

 

Alice: De ter trabalhado para um empreiteiro agrícola na Inglaterra, não é uma sorpresa que repare grandes diferências entre os dois tipos de agricultura e as suas intenções. Troquei o trabalho num escritório por trabalho manual, trabalhava numa empresa capitalista e agora estou trabalhando numa granja auto-suficiente. Da produção a grande escala para uma comunidade próxima e de pequena escala – o contraste radical era de esperar, mas só depois da minha chegada aqui no Brasil foi que consegui um conhecimento melhor às diferências enormes de prioridades. As prácticas intensivas da agricultura inglesa prioritizam a maximização das margens de lucro ao corto prazo, que resulta numa maneira de utilizar a terra que não se pode sustentar. A maneira de cultivar a terra aqui é um investimento para o futuro.

 

O contraste na vida diária é significante. Na Inglaterra, é muito fácil desfazer-se da responsibilidade para coisas como o uso de água. Ao ver o modo de vida aqui nos fez com que valorassemos o significado de ações pequenas e vissemos que todo o mundo pode fazer a sua parte para mudar as coisas. A estructura diária é muito parecido à de Inglaterra – a maior diferência é a sua capacidade de aproveitar plenamente de todo recurso. Por exemplo, coisas pequenas como utilizar água somente quando é verdaderamente preciso, e utilizar todas as partes dum animal e da fruta (bolo de casca de banana, estómago de ovelha, etc.) e qualquer comida restante vai directamente para compostagem ou dar de comer aos porcos.

 

Dados

 

Então, depois de fazer algumas pesquisas, precisamos desenvolver novas maneiras e áreas a agricultura. “O Serviço de Pesquisas  Económicas do Departamento Estadounidense de Agricultura observou que em 2008 o consumo mundial de grão e oleaginosas excedeu produção para sete dos oito anos entre 2001 e 2008.”[i] A terra está a ser explorada e magoada quando essa terra preciosa se necessita para cubrir a demanda sempre crescente que a população mundial, prevista atingir 9,1 bilhões para 2050[ii], exige. A maneira de trabalhar aqui na comunidade é verdadeiramente inspirador, e tem tanta potencial ainda por descobrir de que podemos aprender. Beneficiam de ter um sistema que é extremamente auto-suficiente. A família com que moramos criam e cultivam tudo eles mesmos, e depois vendem esses productos na feira agroecológica local semanal. Sem intermediário, não existe a exploração tão comum entre agricultores pequenos e vendem na área local da um impulso à economia local. Além disso e ao contrário ao caso de Inglaterra, é a boa comida que é barata (por exemplo, a nossa família vende 15 limões para 33p, enquanto Sainsbury’s, um supermercado grande lá na Inglaterra, vende 1 limão para 30p).

Agricultura intensiva resulta em rendimentos cada vez menores e graves consequências ambientais. A natureza maleável e habilidosa que vemos na nossa communidade e à vez inspirador e humilhante. A demanda sempre crescente para alimentação junto com um boom acelerado de população precisa-se abordar agora. Já aprendimos muito de morar com a nossa família nessa comunidade e esperamos aprender muito mais.


[i] R. Trostle (2008), op. cit.

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Volunteering experiences

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Here is something that Alice and Emily, two of our volunteers, want to comment about their experiences here in the community, particularly focusing on the agroecological farming that is carried out by our host families.

Since our arrival and the realities of life here have set in, our interest in sustainable and small scale farming has been stimulated. The practicalities of the way of life here have encouraged us to broaden our considerations. Our expectations haven’t been challenged as such, but instead we´ve been given a “reality check”.

 

Alice: Having worked for an agricultural contractor in England, it is of no surprise that I have noticed vast differences between the two ways of farming and their intentions. I have gone from doing office administration to practical labour, from working for a profit intensive company to living on a self-sufficient farm. From large scale production to a small-scale close knit community; this stark contrast was always expected, but since being in Brazil I have fully come to terms with the huge difference in priorities. Intensive English farming practices prioritise maximising short-term profit margins, which leads to a way of using land that cannot be sustained. The way they farm here is an investment for the future.

 

The day to day contrast is significant. In England, it is easy to shrug off responsibility for things such as water usage. Seeing the lifestyle here has made us appreciate the significance of small actions and that proved that everyone can make a difference. The daily structure is very similar to that in England – the biggest difference is their resourcefulness. For example, small things like using water only when you really need it and using all bits of an animal and fruit (banana skin cake, sheep stomach etc) and any waste food used as a natural fertiliser or to feed the pigs.

 

Facts

 

So having done some research, we need to tap into new areas and ways of farming. “The US department of Agriculture’s Economic Research Service observed in 2008 that global consumption of grain and oilseeds outstripped production for seven of the eight years between 2001 and 2008.”[i] Land is being exploited and damaged when this precious land is needed to meet the ever growing demand the world population, set to grow to 9.1 billion in 2050[ii], exerts upon it. Their way of working here is inspiring, and there is so much unlocked potential that we could learn from. They benefit from having a system that is extremely self-sufficient. The family we live with grow and cultivate everything themselves and then sell these products at the weekly local fair trade market. With no middle man, there is no exploitation and selling within the area helps to boost the local economy. Furthermore and unlike England, it is the good food that is the cheap food (For example, our family sells 15 limes for 33p while sainsbury’s sells 1 lemon for 30p).

 

Intensive farming leads to ever diminishing returns and severe environmental consequences. The resourcefulness we have been witness to in our community is both inspiring and humbling. The ever increasing demand for food alongside an accelerated population boom needs to be addressed now. We have learned a lot from living with our family in this community and hope to learn a lot more.

 


[i] R. Trostle (2008), op. cit.

Reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú

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Onde o rio deveria passar pelo centro da comunidade, Poço do Serrote

Hoje assisti uma reunião do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú, que consiste de membros da sociedade civil, empresas privadas, corpos governamentais e os sindicatos de trabalhadores da região. Essa mistura varieda de pessoas e intereses residem para tomar decisões enquanto o manejo da agua da bacia do Rio Pajeú. Num momento assim, aos princípios duma seca tão grave, é um gran privilegio ter a opportunidade assistir tal reunião.

Dos assuntos para ser discutidos hoje, o que para mim foi o mais destacado foi o tratamento da seca em si, e também a concientização do público nesse período, e a importância do tal.

Parece ter bastante polémica sobre a utilização da agua na barragem Cachoeira 2 na operação pipa. A operação pipa é uma iniciativa em efeito aqui no Sertão para encher as cisternas das pessoas mais necessitadas aqui na região agora, para que têm água para beber e cozinhar. Ja mencionei noutro artigo, e só deixou o prazo para pedir até o fim do mes de Junho, depois de isso não oferecem mais.

Na reunião houve uma confusão sobre uma publicação que expôs água suficiente até 2014. Seja publicado ou não, essa informação, todos concordaram, é completamente errada, e o que sim é necessário é uma análise da demanda de água, a quantidade consumida nos últimos meses, a quantidade ainda resindo no açude, e uma tasa de evaporação para os próximos meses. A questão de evaporação é particularmente pertinente nesse caso.

Enquanto a demanda, uma preocupação grande do comitê é que a população urbana, em particular, segue sem ajustar o seu comportamento em relação de água, para enfrentar essa seca. Efectivamente, eles continuam como normal – molham a rua todos os dias para diminuir a poeira, por exemplo, embora isso desperdicia litros e litros de água, quando outras pessoas nem tem água suficiente para suas vidas diárias.

As vezes foi difícil chegar a conclusões nessa reunião. Como já imagino que comprende, um comitê com tanta variedade de membros nunca vai ser fácil chegar aos acordos. Não obstante, foi combinado organizar uma reunião para falar dos assuntos principais dessa seca actual, incluindo a questão de começar uma campanha de conscientização para o público para tentar reduzir a demande de água, e ajudar ao povo utilizar a água com mais prudencia. Outro objectivo da reunião seria reunir pessoas chaves enquanto a disponibilidade da água, e dar-lhes informações sobre volumen total da água, tasa de evaporação, análises sobre a qualidade de água e mais para poder melhor informar e depois tomar os passes mais apropriados para enfrentar a crise de água.

Por mim, tanto o conteúdo da reunião quanto simplesmente a presencia ali, fez com que fosse um dia muito interessante. A oportunidade de ver as interações entre os indivíduos presentes e as opiniões das entidades diferentes foi muito interessante. Foi uma experiência muito boa.

 

Pajeú Riverbasin Committee Meeting

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Today I went to a meeting of the Pajeú Riverbasin Committee. The committee is made up of members of civil society, private companies, governmental bodies and workers’ unions in the region. This varied mix of people, all with their own interests, meet to make decisions about the management of the water in the Pajeú Riverbasin. At a time like this, at the beginning of such a severe drought, it was a great honour to be able to attend the meeting.

Of the topics that were on the agenda today, for me what stood out was the discussion regarding how to deal with the drought itself, and also the importance of raising public awareness during this time, and the importance of this.

There seems to be quite a lot of controversy surrounding the use of water from the Cachoeira 2 reservoir in operação pipa. Operação pipa is an initiative in effect here in the Sertão to fill the cisterns of people in most need now, so that they have water to drink and cook with. I already mentioned this in another post. The initiative is only available until the end of June, after this there will be no more offers.

In the meeting there was a great confusion over a publication that claimed the area had enough water to supply the region until 2014. Whether published or not, this information, everyone agreed, is completely wrong. It was agreed that full analyses of water demand, quantity consumed in recent months, quantity left in the reservoir, and a evaporation rate for the coming months. The question of evaporation is particularly relevant in this case, given the extremely high evaporation suffered in the region.

As regards the demand, a great concern of the committee is that the urban population, in particular, are continuing about their lives without adjusting their behaviour in relation to the current water situation, the drought. They are essentially continuing as normal – watering the streets to reduce dust every day, for example, something that wastes many litres of water, when others don’t have water to eat and drink.

At times you could see the difficulties in reaching conclusions in this meeting. As I am sure you understand, a committee with such a variety of members will always find it difficult to come to agreements. However, it was agreed that a meeting was necessary to speak about the main points about the current drought, including the use of a campaign to raise public awareness about the drought with the aim of reducing water demand, and to help people use water wisely. Another objective of the meeting would be to unite the key players as regards water availability, and give them information about the total volume of water, evaporation rates, water quality analyses, and other information to be able to leave them better informed and then take the best steps to face the drought.

For me, it was the content of the meeting as much as the opportunity to see the interactions between the individuals present and the opinions of different entities that made the experience for me. It was a great experience.

Agricultura Familiar

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A comunidade na qual estamos colocados nesses três meses, Poço do Serrote, é um assentamento, formado há 8 anos dentro da reforma agrária apoiada pelo Governo de Lula da Silva. As pessoas que moram nessa comunidade, pois, aquelas que estão aqui desde o princípio, passaram quase dois anos acampados debaixo de lona ao lado da entrada ao terreno da estrada, numa protesta para forçar ao fazendeiro, um médico local, vender a terra ao Governo. Finalmente, depios de quase dois anos, esse sonho virou realidade e o Governo doou a terra ao povo. A Associação do assentamento é formado pelos assentados aqui, dos quais tem eligidos um Presidente, Secretaria, Tesoureiro etcetera. Colectivamente a associação tem o título ao expanso total da terra, mas, depois de 20 anos, cada pessoa que mora aqui vai poder pedir o título proprio para seu troço de terra. A Associação decide quem mora no assentamento e quem não, quem fica e quem sai. Tem sido uma viagem interesante para mim aprender como tudo funciona aqui, esse processo está longe de acabar.

Antes do assentamento formar, muitas pessoas aqui tinham lavrado a terra para o fazendeiro, seja a cultivar, seja ajudar na criação de animais pequenos o médios (gado, criação, ovelhas). A Cilene, uma das mulheres com quem estamos trabalhando nesses três meses, cuidava das ovelhas e a criação. Tinha mais do que 600 cabeças de que cuidar. O seu pagamento cubria algumas despesas e só a metade de qualquer producto que conseguiu dos animais, por exemplo, leite. As pessoas quem cultivavam para o fazendeiro tinham de dar a metade de cada coisa que ou cultivou ou ganhou – dois sacos de feijão quer dizer um para o agricultor, outro para o fazendeiro.

Agora todas as pessoas aqui têm o seu proprio terreno, a sua propria casa, as coisas melhoraram. Não obstante, com a seca, a primeira que a comunidade tal e como está agora,, vai enfrentar, as coisas estão ficando difícil. A seca só acaba de começar. Está ainda no period que se chama “seca verde” – teóricamente ao final do período de chuva, o período seco ainda não começou. Mas pessoas já estão ficando sem agua, estão já vendendo os seus animais a preços incrivelmente baixos,  já se ouve de casos em que os agricultores mesmo estão matando para deixar eles morrerem de fome. Nós iremos embora antes  da chegada do pior período da seca, mas é um pensamento bastante deprimente.

Uma das coisas que mudaram depois da formação da comunidade é o uso de técnicas agroecológicas. Isso ajuda aos agricultores de pequena escala não só ter accesso a uma dieta mais variada e nutritive, mas também lhes ajuda aumentar productividade e proteger-se melhor da pobreza. Como já mencionei noutros artigos, isso é alguna coisas em que nós, como voluntários, temos sido muito envolvidos, particularmente com respeito à feira agroecológica semanal. Tamb+em existem initiativas governamentais que deveriam ajudar aos agricultores nesse período difícil – entrarei em mais detalhe sobre isso num artigo futuro.

Aqui têm as histórias de alguns dos voluntários sobre a sua vida diária no assentamento. Olly e Charles moram com Deusalina e Fernandez e os seus dois filhos, Flávio e Fábio. Só fizeram recentamente a transição para agricultura agroecológica, e por tanto ainda não se juntaram à feira aos sábados. Ainda plantam numa roça de monocultura para conseguir ingresos. Quando chegámos, estava na época para colheita de cebolas. Num ano normal, plantava feijão depois de esse período, mas devido à seca, o terreno fica sem nada. A sua horta, não obstante, está começando produzir, com jerimum, maracujá, alface, pimenta e coentros já a dar fruto, e muito mais no caminho.

História de Olly e Charles sobre a vida diária com Fernandez e a sua família

Estos dias são bastante variados mas quase todos os dias eles vão a uma área breja com uma bomba eléctrica para conseguir água para seu chuveiro e também para aguar as plantas. Não é tão fácil como parece, dado que às vezes, de facto no maioria do tempo,  a nossa estadia se prolonga por causa de occlusões nos canos. É uma situação muito precária para eles e têm de passar por processos muito longos para desbloqueá-los.

Agora a agricultura está muito difícil para essas pessoas, particularmente este ano, nos esforços para sostener e fazer colheita do cultivo, para produzir o melhor cultivo possível na pior seca desde há 30 anos. A consecuência disso é que a terra ficou muito seca e irrigação manual é uma necesidade todos os dias. Os poucos cultivos que têm são cebolas, pelas quais recebm muito pouco dinheiro. Nós vimos ao Fernandez com os nossos proprios olhos um saco de cebolas que pesou por aí de 4 kgs para R$15. Ficamos chocados e afectados por isso dado que nos soubimos de todo o trabalho que se invertou para chegar à embalagem das cebolas. Todo o trabalho em nosso opinião vale mais do R$15. Quando o protector de sol custa R$40 nos sentimos que isso trabalho da gente deveria resultar em mais dinheiro para eles.   Todo esse processo nos faz reparar o privilêgios que nos temos lá e até quanto nos não agradecemos esses privilegios no Reino Unido. Também nos da uma experiência de como pessoas moram noutro parte do mundo, que nos ajuda a crescer como pessoas e aumentar a nossa paixão para ajudar às pessoas.

 

Family farming

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The community in which we have been placed these three months, Poço do Serrote, is a settlement, formed 8 years ago under the land reform actions of the Lula government. The people living in this community, those who have been here since the beginning anyway, spent nearly two years living under plastic sheeting by the motorway entrance to the land, in protest to force the landowner (fazendeiro), a local Doctor, to sell the land to the Government. Finally, after nearly two years, this dream became a reality and the land was donated to the people by the Government. The settlement is formed by an Association, with a President, Secretary, Treasurer, and so on. It collectively has the title to the whole piece of land, but after 20 years, each person living here will be able to claim their own land deed. The Association decides who lives here and who doesn’t, who stays and who has to leave. It has been an interesting journey, and this learning process has nowhere near ended.

Before the settlement formed, many people here worked the land for the fazendeiro, either growing crops, or aiding in the care for the livestock. Cilene, one of the women we have been working with these three months, used to look after the sheep and goats. There were over 600 animals she was in charge of in this time. Her pay would consist of only half of what she made out of any food she could make out of milk, for example, and also a small wage. People growing crops for the fazendeiro would have to automatically give half of what they earned or produced – 2 sacks of beans would mean one for them, one for the fazendeiro.

Now all of the people here have their own land, their own house, things are better. However, with the drought, the first that the community are facing since the settlement was formed; things are becoming difficult. The drought has hardly even started. It is in the period of what is called the “green” drought – still technically at the end of the “rainy” season, the dry season has yet to kick in. Yet people are already without water, people are selling off their animals for rock bottom prices, some are even slaughtering already. We will be leaving before the drought really bites, but it is a grim thought.

One of the things that have changed since the times before the community is the use of agroecological farming techniques. This helps small scale farmers to not only give themselves a more diverse and nutritious diet, but also helps them to increase production and protect themselves better from poverty. As I have mentioned in other blogs, this is something we have been very involved in during our time here, and the weekly agroecological market is a weekly event we are very much involved in. There are also government initiatives in place now that should help farmers through this difficult time; I will go into more detail about these in a future blog.

Here are the accounts of some of the volunteers about their daily life in the settlement. Olly and Charles live with Deusalina and Fernandez and their two sons, Flávio and Fabio. They have only recently made the move to agroecological farming, and as such have not joined the market yet. They still plant on a monoculture field for income. In this case when we arrived, it was around time for onion harvesting time. Usually beans would be planted on this field in the time following this, but due to the drought, the land has been left fallow. Their vegetable garden, however, is starting to become fairly productive, with pumpkins, passion fruit, coriander, lettuce, chilli, already giving fruit, and a great number of other plants growing.

Olly and Charles’ account of daily life with Fernandez and his family.

The days are quite varied but almost every day they go to a swampy area with an electric pump to get water for their shower and also for their plants. It is not as straightforward as it seems, as sometimes, in fact most of the time, as our stay is often prolonged by blockages in the pipes. It is a very precarious situation for them and they have to go through lengthy processes to unblock it.

Now farming has been very difficult for these people, particularly this year in the attempts to sustain and yield crops, producing the best crops possible because of the longest drought they have had for 30 years. The consequence of this is that the land has dried out dramatically and manual irrigation is a necessity on most days. The few crops they have are onions, which they get very little money for. We witnessed Fernandez sell a sack of onions probably weighing about 4kg for R$15. We were shocked and upset by this as we have experienced the hard work that led up to the bagging of the onions. All the hard work was worth much more than R$15 in our opinion. When suntan lotion costs R$40 we feel that the hard work of these people should yield more money for them.

This whole process is making us realise how privileged we are and how much we take things for granted in the UK. It is also giving us an insight into how people live in a different part of the world, which is building our character and increasing our passion to help people.

Aulas de inglês

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No dia 31 de maio, o grupo de voluntários fizeram a sua primeira aula de inglês na escola do assentamento. A escola reune todas as  tardes entre semana. Há uma turma, que inclui crianças de 4-15 anos. Isso é um grande desafio para qualquer pessoa que queira ensinar; quer dizer que os temas têm de ser amplios, para que sejam asequíveis para uma variedade de habilidades e conhecimento previo.

Ao princípio tinha partido o grupo em casais, com a intenção de fazer o mesmo com a turma na escola, e por tanto asignar dois voluntários a uma turma diminuída. Não obstante, ao final a aula não funcionou assim, e cada casal de voluntários deu sua aula à turma inteira, um detrás de outro.

A aula foi um successo incrível. A interês dos alunos tem sido estimulado pela presencia dos voluntários aqui na comunidade, assim eles actualmente podem ver benefícios reais a aprender a língua, dado que ajuda na comunicação com eles. Os voluntários tinham preparado suas aulas com muito cuidado e consideração para ensinar a um grupo tão variado. Nessa aula abordaram temas essenciais tais como números, cores, o abcdeário e presentações. Cada casal tomou uma posição diferente da qual dirigir as actividades, por utilisar repetição, jogos, e interação para manter interês e maximisar as oportunidades para os alunos aprender.

Alem disso, a aula foi uma oportunidade para os alunos ensinar aos seus “professores” o português, o qual é mais uma coisa adicionar a essa “troca” de culturas.

Aqui tem algumas fotos que demonstram as actividades dos voluntários. As aulas vão continuar até a nossa saída em Julho.